sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Horas na Umbanda




HORAS NA UMBANDA

Todas as horas da Umbanda, são controladas por um Orixá independente dos demais, pouco conhecido, chamado ORIXÁ TEMPO, que é o determinante do envio das vibrações cósmicas, assim como o momento exato da utilização do ritual necessário. Como estamos encarnados no terceiro planeta, do sistema solar, controlado por uma estrela de 5a grandeza, da 2a Galáxia, um planeta presídio por nós chamado de Terra, temos que nos atentar ao sistema de contagem de tempo do mesmo, embora que não muito consonante com o Tempo Real. Baseados na nossa forma de contagem de Tempo, a Umbanda divide as horas de um dia em três tipos diferentes, a saber:

· Horas Abertas
· Horas Fechadas
· Horas Neutras

HORAS ABERTAS

São consideradas horas abertas na Umbanda, as não classificadas como neutras ou negativas, portanto, positivas para a feitura de qualquer dos trabalhos abaixo enumerados:

1. Mentalização
2. Vidência
3. Irradiação
4. Agrados
5. Amalás
6. Amacís

HORAS FECHADAS

São aquelas que, nenhum dos atos ritualísticos ou litúrgicos descritos acima podem ser efetuados. São consideradas horas fechadas, os 15 minutos anteriores e posteriores à HORA PEQUENA e à HORA GRANDE, ou seja, de 11:45hs às 12:15hs, assim como também de 23:45hs às 00:15hs, horas que são destinadas à entrega de EBÓS, DESCARREGOS, ou o emprego da Força Negativa para a prática do bem.

Nestas Horas Fechadas, não se deve praguejar, amaldiçoar, discutir, entrar ou sair de lugares cobertos e freqüentar locais espúrios.

HORAS NEUTRAS

São aquelas em que qualquer tipo de Ato Litúrgico ou Ritualístico é dado a cada um segundo o seu mérito.

Estas Horas Neutras da Umbanda são muito utilizadas no Esoterismo e classificadas como HORAS TERÇAS e HORAS NONAS (6hs e 18hs).

NOTA: Excetuando-se as Horas Negativas e Neutras, todas as outras horas do dia são consideradas como positivas.

Das 7 Linhas da Umbanda, apenas três podem interferir e alterar o ritual praticado em todas as horas:

1. A Linha de Oxalá
2. A Linha das Senhoras (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ)
3. IBEJI

Carnaval é uma festa de conotação religiosa e a Umbanda mostra a visão espiritual desta festa.




O Carnaval é uma festa de conotação religiosa no mundo inteiro. popularizado pelo cristianismo, é o começo do período da quaresma. A explicação Cristão todos conhecem, então, vamos ver como vemos a celebração dentro da Umbanda.

Segundo a mitologia cristão, o carnaval é a "festa da carne" ou seja, uma data onde os fiéis devem aproveitar, pois logo em seguida começa a quaresma. Durante os próximos quarenta dias, são preparadas as festividades da paixão de Cristo, que culminam na morte e ressurreição do Mestre.

No caso das religiões afro, o carnaval acontece após a sétima lunação após as festividades para Nanã Buruque (dia 26 de julho). É o período mais negativo que atua sobre os seres encarnados na terra.

Durante o período que corresponde ao ano terrestre, os erros cometidos pelos homens, seja consciente ou inconscientemente, são débitos jogados contra as boas ações e atitudes. Se, no final houver um saldo negativo, essa dívida vai ser cobrada no carnaval.

A cobrança é feita diretamente pela linha dos Exus, orixá responsável pelo cumprimento e manutenção da Lei Maior. Até mesmo dentro da Umbanda e das religiões afro a grande maioria dos filhos de fé tem uma visão errada sobre os ditos Exus, Barás ou Povo de Rua.

Exu é o guardião dos astral inferior. Sob sua jurisdição, os espíritos que se afinam com as baixas vibrações do Umbral, devedores da Lei Maior, são impedidos de sair destas regiões pelo trabalho dos Exus, que não trabalham nem para o bem nem para o mal, mas sim unicamente sob o conceito de justiça: quem tem débitos, deve saldá-los, quem tem créditos, deve recebê-los.

Muitos acreditam que o Povo de Rua trabalhe por "ebós" (oferendas), prejudicando qualquer pessoa ao bel-prazer de qualquer um. Não é assim que funciona. Existem espíritos, ainda longe da Luz do Pai, que pedem oferendas em cruzamentos, esquinas ou até mesmo nos na kalunga pequena (cemitérios). Essas almas não são Exus, mas sim, apenas eguns ou "rabos de galo" que se aproveitam da credulidade dos fiéis para conseguir realizar sua maldade.

Os exus não interferem nesse processo (a menos que aja uma ordem superior), deixando que homens e mulheres usem trabalhos de baixa magia em seu nome para prejudicar outras pessoas. Eles sabem que todo ano tem carnaval e vai ser nessa época que a cobrança se faz mais forte.

Durante a terça-feira gorda, dia do carnaval, os Exus têm a liberdade para sair cobrando os débitos de todos os seres humanos. Para evitar maiores problemas, os seres espirituais da mais diversas linhas de pensamento sugerem os fiéis que evitem os excessos durante as festas de carnaval: no caso dos filhos de Umbanda, devem-se abster do uso de fantasias, máscaras, excessos de comida, bebida e sexualidade e, principalmente, de usar apetrechos ou motivos religiosos para festejar.

Um adendo: não existe proibição alguma de praticar qualquer ato durante o carnaval ou outro período do ano. O Plano Astral não proíbe nada, pois isso irira contra o livre-arbítrio de cada um. Existe, sim, um aviso para que as pessoas saibam o que estão fazendo.

O ano terrestre tem dois grandes períodos, um negativo e outro positico. O carnaval dá início ao período negativo, que vai até a metade do ano, quando Nanã dá o chute inicial para o começo da elevação vibracional do planeta, que culmina com o Natal, seu ponto máximo.

Quem segue esta coluna já deve saber que, por negatividade, não dizemos algo ruim, mal ou danoso. O período negativo é de uma maior introspecção, direcionado para o adormecer da natureza (que se acentua com o final do verão e início do outono) para que a Terra possa estar preparada para um novo ciclo que se inicia.

O corpo deve permanecer a serviço da alma



Quem gasta o tempo consagrando todas as forças da
alma às fantasias do corpo, esquecendo-se de que o corpo deve permanecer a serviço da alma, cedo esbarrará na perturbação, na inutilidade ou na sombra.

(Trecho da obra “Vinha de Luz”, do Espírito Emmanuel 
pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier)

Os ingredientes que excitam a mente, o corpo, a emoção, devem ser evitados por ti. As melodias suaves, na boa música, harmonizam, enquanto outras, programadas para a luxúria e a violência, desassossegam, alterando o ritmo nervoso. As leituras edificantes instruem e educam da mesma forma que as extravagantes e sensuais corrompem e alteram a escala de valores morais para pior. As conversações sadias levantam o ânimo, quanto as vulgaridades relaxam o caráter. Poupa-te à onda de indignidade que toma conta do mundo e das pessoas.

(Trecho do livro “Vida Feliz”, do Espírito Joanna de Ângelis pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco).

Tudo podemos mas nem tudo devemos!





Lembramos a afirmativa de Paulo contida na Primeira Epístola aos Coríntios: ‘Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convém.’

Podemos, como espíritas, participar de qualquer atividade mundana. A liberdade é fundamental para que germine a responsabilidade.

(...) O Espiritismo apenas enfatiza a importância de não perdermos tempo, procurando o que nos convém como Espíritos eternos ao que é realmente importante, as experiências proveitosas que nos enriqueçam moral e intelectualmente.

Orai e Vigiai sempre!!!




As palavras de Jesus Cristo a Pedro, no Monte das Oliveiras, foram proferidas quando o Mestre flagrou os apóstolos dormindo (neste caso específico, a sonolência do corpo quando era necessária a vigilância). Cristo claramente disse o contrário sobre o que muitas pessoas pensam. 

Essas acham que as faltas morais (pecados carnais, segundo a Igreja) são “desculpáveis”, pois, afinal, somos humanos imperfeitos (de carne e osso). Contudo, Jesus afirma que quando o espírito está pronto (é moralmente forte) este supera as limitações e imperfeições do corpo físico e as perturbações de outros espíritos mal-intencionados. Daí surgiu a orientação: orai e vigiai! Pois é um dos recursos para se erigir a “fortaleza espiritual”.

O corpo segue a evolução do espírito e não o contrário, e, também deve ser respeitado por ser instrumento (meio) divino para a evolução espiritual.

Portanto, aqueles que procuram desculpar seus excessos carnavalescos com o velho jargão “o espírito é forte, mas a carne é fraca” não possuem nenhum fundamento para justificar tais comportamentos lamentáveis.

Se o espírito é forte, mais razões possui o indivíduo para manter sua carne (e mente) longe de atos dos quais mais tarde ele poderá se lamentar por tê-los cometido.

Carnaval na espiritualidade

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Os três dias de Momo são integralmente destinados ao levantamento das máscaras com que todo sujeito sai à rua nos demais dias do ano.

(Espírito Humberto de Campos através do médium Francisco Cândido Xavier, em Novas Mensagens)

Estudando as origens do Carnaval soubemos que essa festa está repleta de sentimentos atávicos inferiores quanto ao comportamento social. A começar pelo próprio nome. Alguns dizem que é fruto de um termo latino que significa “a carne nada vale”, pois que se trata de uma celebração que antecede sobretudo a Semana Santa, período em que seguindo as tradições do catolicismo se deve abster do consumo de carne vermelha (em respeito ao corpo de Cristo). Porém a ‘carne’ em questão é a humana, que é consumida nessa época dentro do contexto da satisfação dos prazeres materiais, ou seja, carnais, de acordo com a errônea ideia popular que diz ‘ser fraca a carne’.

Outros símbolos carnavalescos confirmam tal fato. O Rei Momo, por exemplo, é uma versão moderna da personificação do deus romano Baco, o qual desde a Antiguidade era apresentado como sendo um homem obeso vaticinando fartura às colheitas. Também era a alegoria de outros excessos como a gula. O adjetivo ‘gordo’ foi então usado para designar alguns dias do festejo, como Domingo e Terça-Feira Gordas, simbolizando também as orgias “gastro-sexuais” dos bacanais.